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Buscas por três desaparecidos após mau tempo continuam no centro de Itália

Na província de Ancona, choveu em duas ou três horas metade do que chove num ano na região EPA/ALESSANDRO DI MEO

Bombeiros e equipas da proteção civil continuaram durante a noite de hoje, sem sucesso, as buscas pelos três desaparecidos, entre os quais uma criança, após as inundações que ocorreram no centro de Itália, que causaram a morte de 10 pessoas.

A delegação do Governo em Ancona confirmou na sexta-feira à noite a décima vítima, pelo que continuam desaparecidas três pessoas, um rapaz de 8 anos, uma mulher de 56 anos e um homem de 47 anos da localidade de Arcevia, que foi arrastado enquanto estava em seu carro devido à inundação do rio Misa.

Equipas de bombeiros de outras regiões do país também estão a trabalhar incansavelmente para ajudar os deslocados e pessoas cujas casas estão inabitáveis devido à água e lama, bem como para libertar estradas de troncos de árvores levados pela água.

Neste momento, há 150 pessoas sem casa, a maioria em Sinigalia, mas o número aumentará com o passar dos dias, pois muitos permaneceram nas casas de familiares e amigos, segundo as autoridades.

Também foi relatado que nas últimas horas o abastecimento de água que havia sido cortado em muitas dessas cidades foi retomado.

O primeiro-ministro, Mario Draghi, visitou as zonas afetadas e manifestou solidariedade para com as populações, para além do anúncio da declaração do estado de emergência e da chegada dos primeiros cinco milhões de euros para ajudas.

"É um desastre. Faremos todo o possível", disse durante uma visita a Pianello di Ostra, a cidade que registou mais danos e quatro mortes.

Hoje, a maior preocupação é com o estado do tempo, já que é esperado uma nova onda de mau tempo, tendo sido decretado um estado de alerta amarelo em toda a região de Marche.

Na província de Ancona, choveu em duas ou três horas metade do que chove num ano na região. "Foi um evento extremamente intenso. Provavelmente o calor destes dias, colidindo com uma célula de ar frio, causou fenómenos tão violentos", explicaram especialistas.

JN/Agências