Nacional

Entraram para negociar, saíram com greve marcada

Sindicato dos Enfermeiros Portugueses marcou três dias de greve LUSA

Desiludido com o rumo das negociações, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses saiu, esta quarta-feira, de uma reunião no Ministério da Saúde com uma greve de três dias na agenda.

O anúncio foi feito por José Carlos Martins, presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), à saída da reunião negocial com o Ministério da Saúde, que contou com a presença do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Ricardo Mestre.

"Entregámos hoje um pré-aviso de greve para o dia 17 novembro e também para os dias 22 e 23 de novembro", afirmou o dirigente.

O encontro "correu mal", disse momentos antes, considerando que houve pequenas evoluções face à contraproposta negocial que o SEP tinha apresentado.

Em causa está a contagem dos pontos para efeitos de progressão na carreira. O SEP defende a contagem dos pontos com efeitos retroativos a janeiro de 2018, mas segundo José Carlos Martins a tutela recusa por estar em causa um grande esforço financeiro.

A outra questão que no entender do SEP "é inadmissível" está relacionada com os enfermeiros promovidos entre 2005 e 2008, para os quais não contam os pontos dos anos anteriores, "o que os prejudica face a colegas mais novos na profissão", explicou José Carlos Martins.

O dirigente do SEP disse ainda que até ao dia da greve, o SEP estará disponível para negociar com o Ministério da Saúde.

Para esta quarta-feira estão marcadas reuniões com outros sindicatos de enfermeiros.

Inês Schreck