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Londres rejeita envio de aviões de combate para Kiev a curto prazo

O chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu diretamente o envio de aviões de combate durante o discurso no Parlamento britânico Andrew Matthews / POOL / AFP

O executivo do Reino Unido esclareceu, esta quinta-feira, que não vai enviar no imediato aviões militares para a Ucrânia, apesar de admitir essa possibilidade "a longo prazo".

O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak reconheceu que o envio de caças bombardeiros para a Ucrânia é um dos tópicos das conversações com Kiev, mas o ministro da Defesa, Ben Wallace, alertou hoje, em declarações à BBC, que qualquer passo nesse sentido pode demorar vários meses.

"Não é assim tão simples levar um avião até à fronteira", disse Wallace, que defende, neste momento, "outro tipo de ajuda" que possa contribuir a "curto prazo" para melhorar a capacidade militar das Forças Armadas da Ucrânia.

Londres referiu-se a mísseis de longo alcance, aparelhos não tripulados (drones) e à continuação do programa de formação de pilotos que já existe.

O chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu diretamente o envio de aviões de combate durante o discurso no Parlamento britânico, defendendo uma "nova coligação" internacional, à semelhança do acordo entre vários estados europeus para o envio de carros de combate alemães 'Leopard' para a Ucrânia.

JN/Agências