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Distúrbios no Quirguistão continuam e fazer aumentar o número de mortos

As autoridades quirguizes consideram a situação no sul do Quirguistão "tensa" e "complicada", sublinhando que continuam a tomar medidas para pôr fim aos confrontos entre quirguizes e uzbeques.

Porém, a agência quirguize AKIpress informa que na cidade de Jalal-Abad se ouvem disparos e se assiste à concentração de jovens enfurecidos.

"No centro da cidade tem lugar um tiroteio intensivo, perto da Universidade de Amizade dos Povos juntou-se um grupo de jovens com intenções agressivas. Na cidade não há electricidade", informa a agência.

Segundo a agência Ria-Novosti, na cidade de Och registam-se também confrontos, bem como pilhagens de casas e lojas.

Os confrontos entre quirguizes e uzbeques começaram na quinta-feira na cidade de Och e, ontem, alargou-se à cidade e região de Jalal-Abad, tendo provocado, segundo informações do Ministério da Saúde do Quirguistão, pelo menos 80 mortos e mais de mil feridos.

O Ministério da Defesa da Rússia deu hoje, domingo, início à mobilização de militares da reserva com menos de 50 anos para "garantir a segurança dos cidadãos, defender o regime constitucional, restabelecer a ordem e a lei".

Desde a revolta de Abril, que provocou 87 mortos e conduziu à queda do regime de Kourmanbek Bakiev, o Quirguistão já conheceu várias vagas de violência.

Redação