Nacional

Marcelo rejeita interferência sobre afastamento do PSD relativamente ao Chega

Marcelo Rebelo de Sousa no III Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro PAULO NOVAIS/LUSA

O presidente da República recusou, esta quarta-feira, qualquer interferência na decisão do PSD de não aceitar acordos de Governo ou ter apoio de "políticas ou políticos racistas ou xenófobos, oportunistas ou populistas", afirmando que os partidos definem o seu rumo.

"Um presidente nunca interfere em estratégias partidárias. A última coisa que deve fazer é estar a influenciar a eleição de líderes partidários, a estratégia dos líderes partidários, a orientação dos lideres partidários. Não é esse o seu papel", disse Marcelo Rebelo de Sousa, que falava aos jornalistas à margem das comemorações dos 50 anos do III Congresso da Oposição Democrática, que começaram, esta quarta-feira, na Universidade de Aveiro.

O chefe de Estado esclareceu ainda que "são os partidos que definem o seu próprio rumo e o presidente deve colocar-se num plano diferente desse".

O líder do Chega, André Ventura, vai ser recebido esta tarde, em Belém, pelo presidente da República, para que este esclareça se aceita uma solução de governo que inclua o seu partido.

Na terça-feira o líder do Chega disse haver uma articulação entre o líder do PSD, Luís Montenegro, e o presidente da República acusando este último de ter obrigado Montenegro a dizer que com o Chega não haverá acordos de governo.

"O PSD tem de se desamarrar do presidente da República e perceber o que quer autonomamente", desafiou Ventura, apontando que o "PSD ou quer governar com o PS ou com o Chega".

O presidente do Chega considerou que Marcelo Rebelo de Sousa "é um analista político proeminente, assertivo, claro, e que gosta desse jogo".

Na segunda-feira, numa entrevista à CNN Portugal, o presidente do PSD rejeitou que o partido possa fazer acordos de Governo ou ter o apoio de "políticas ou políticos racistas ou xenófobos, oportunistas ou populistas", no que foi entendido como uma demarcação do partido de Ventura.

JN/Agências