A greve convocada pela Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública (Fesinap), a decorrer desde quarta-feira, está a fechar escolas por todo o país e a adiar consultas e cirurgias nos hospitais.
A adesão à greve na área da educação "superou os 90% de participação" em Portugal Continental, afirmou a Fesinap. Durante a manhã desta sexta-feira, o sindicato já contava com números elevados, ultrapassando os " 80% de adesão nas escolas". A greve, que decorre desde as zero horas de quarta-feira, está a ter uma maior expressão esta sexta-feira, véspera de fim de semana e após o feriado do Corpo de Deus.
A "forte adesão" está a condicionar, sobretudo, os setores da educação e da saúde. Segundo o representante da Fesinap, "muitas escolas estão fechadas". A paralisação levou, também, a adiamentos de consultas e de cirurgias no Hospital de S. João, no Porto. "Na saúde e, em particular, nos hospitais, já conta com uma adesão de 60%", afirmou, ao JN , Hélder Sá, representante da Fesinap.
No entanto, "a Fesinap não pode deixar de condenar as restrições que foram colocadas à última hora por direções hospitalares, impedindo que enfermeiros e auxiliares de ação médica, nomeadamente, exercessem o legítimo direito à greve", adiantou o sindicato em comunicado.
Em alguns setores, como Finanças e Segurança Social, a adesão não foi a esperada pelo sindicato. "Ficou abaixo do expectável, esperando que em próximas paralisações haja uma resposta mais forte, ao nível da que foi dada pelo pessoal não docente", considerou a Fesinap.
As atualizações salariais, para fazer face ao aumento do custo de vida, e a implementação do cartão de refeição, através de negociação em acordo coletivo, para o valor diário de 9,60 euros na Função Pública estão na base das reivindicações dos trabalhadores.
A greve termina esta sexta-feira às 24 horas, mas Hélder Sá afirma que esta paralisação é apenas o começo de uma luta, garantindo que irão suceder outras greves.
A paralisação é de âmbito nacional e abrange "todos os trabalhadores da Administração Pública", incluindo os trabalhadores dos hospitais EPE (entidade pública empresarial).