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Irão rejeita acusações da Austrália de envolvimento em ataques antissemitas

Embaixada iraniana em Camberra Foto: Hilary Wardhaugh / AFP

O Irão rejeitou hoje as acusações da Austrália que implicou os iranianos em ataques incendiários antissemitas em Sydney e Melbourne, acrescentando que vai retaliar à expulsão do embaixador em Camberra, anunciada na segunda-feira.

"A acusação feita é categoricamente rejeitada. O antissemitismo não tem lugar na nossa cultura, história ou religião", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghaei, numa conferência de imprensa semanal.

O porta-voz iraniano acrescentou que "qualquer ação diplomática inadequada e injustificada resultará numa resposta de retaliação".

Na segunda-feira, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, declarou que o Governo iraniano está por trás dos ataques antissemitas realizados no país contra a comunidade judaica e anunciou a expulsão do embaixador do Irão em Camberra, Ahmad Sadeghi, e de outros três funcionários da representação diplomática.

Baghaei sustentou que a decisão de expulsar o embaixador deveu-se a "razões internas" da Austrália relacionadas com a guerra na Faixa de Gaza.

"Nas últimas duas semanas, assistimos a protestos maciços contra o genocídio e o massacre nos territórios palestinianos ocupados e alguns políticos australianos criticaram o regime sionista", disse o diplomata iraniano.

"Esta ação contra o Irão, que é uma ação contra a diplomacia e as relações entre os dois países, visa compensar as críticas limitadas do lado australiano ao regime sionista", referiu.

O primeiro-ministro australiano acusou o Irão de estar por detrás dos ataques à sinagoga Adass Israel, em Melbourne, e ao restaurante Continental Kitchen, em Sydney, e que terá provavelmente dirigido outros ataques em solo australiano.

O líder australiano acrescentou que a Guarda Revolucionária iraniana, responsável pela proteção da República Islâmica, será classificada como uma organização terrorista.

A embaixada da Austrália em Teerão suspendeu as operações por motivos de segurança e os diplomatas estão agora em segurança num país terceiro.

JN/Agências