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Descobriram as burcas e as joias de Napoleão

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Hoje, quando foi comprar o jornal, notou um mundo muito diferente à sua volta. É que proibiram as burcas, finalmente. Hoje, por certo, cruzou-se com zero mulheres de burca. Pronto, e há uma semana também. E sempre, na verdade. Eu cá já vi mais pandas ao vivo que burcas.

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O relatório preliminar do acidente do Elevador da Glória diz que o cabo instalado no ascensor não correspondia à especificação para transporte de pessoas. Mas percebo a opção: foi de quem vê os turistas não como pessoas, mas como multibancos com pernas.

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Na verdade, a única coisa que aquele cabo conseguiu içar em condições foi o calimerismo de Moedas. Devia ser estudado pela Física - até porque, qual buraco negro, suga tudo à sua volta.

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Foi uma semana bizarra. É que existiram alguns casos de filhos a tentarem (e um a conseguir) matar progenitores. Se calhar andamos a levar as comemorações do Halloween demasiado a sério. Vão antes pedir sugus de porta em porta, petizes.

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Estes crimes trágicos foram um momento particularmente duro para os trolls das redes sociais. É que antes de se conhecerem os suspeitos, muitos estavam prontos para culpar imigrantes pelos crimes. Muita força para lidarem com a dor de perceber que afinal há tugas perigosos.

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Foi assaltado o museu do Louvre, em plena luz do dia. Levaram as joias de Napoleão. Para quem conhece a famosa anedota, é uma pena não terem antes levado o busto.

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As joias, apesar de terem um valor inestimável, podem já ter sido desmanteladas e derretidas para vender a matéria-prima, o que é um enorme desperdício. Era como usar a Mona Lisa como papel de impressora para o livro de memórias do Seguro.

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Continua o julgamento do caso Marquês. Soube-se que Sócrates se queixou à gestora de conta de uma dívida de IRS: "acho que realmente o Estado nos rouba de uma forma absolutamente impressionante". Se ele ao menos tivesse sido PM para rever a política de impostos, pá.

Susana Romana