A formação do executivo da União das Freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela, está envolta num impasse por falta de entendimento entre as forças políticas mais votadas.
A CDU venceu as eleições com 27,36 % (3595 votos) e elegeu 6 membros para a assembleia de freguesia. O Partido Socialista foi a segunda força mais votada com 26,32 % (3459 votos) e a eleição de 6, a AD PSD-CDS a terceira com 24,02 %, (3157 votos) e 5 eleitos, seguida do Chega com 11,40 % (1498 votos) com 2 eleitos.
A presidente de junta eleita pela CDU, Claudia Marinho, não conseguiu acordo com o PS e a AD, e viu serem chumbadas duas propostas que apresentou para composição do executivo, na primeira Assembleia de Freguesia. A oposição votou contra em bloco (13 votos).
Face ao impasse, está marcada nova assembleia para sábado, 1 de novembro, às 17 horas. O prazo limite para formação do executivo é 3 de novembro e caso não haja entendimento terão de ser convocadas novas eleições.
Cláudia Marinho afirma que tentou negociar com as forças políticas mais votadas, sem que tenha sido possível chegar a acordo. Refere que as negociações não estão fechadas, pelo menos, com a AD. "O PS encerrou por completo as conversações logo na primeira reunião", afirmou.
Em assembleia propôs duas listas para composição do executivo, uma integrando dois socialistas e outra dois social-democratas, mas nenhuma foi aprovada.
Esta terça-feira, Rui Sousa, cabeça de lista do PS, tornou público um comunicado, acusando a CDU de "incapacidade" para constituir o executivo, e criticando o que afirma ser "a forma antidemocrática" com que Cláudia Marinho "escolheu conduzir o processo". Até ao momento os eleitos da AD não tomaram qualquer posição sobre o impasse.