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Sem filas nem esperas em Famalicão, num sufrágio que deixa os sócios "orgulhosos"

Casa do Benfica de Famalicão Foto: Miguel Pereira

Casa do Benfica de Famalicão duplicou o número de urnas e os associados notaram mais rapidez e facilidade.

Mais rápido, mais organizado e mais convidativo. Foram estes os principais elogios ouvidos na Casa do Benfica de Famalicão, quando se pedia uma comparação entre o ato eleitoral da segunda volta e o sufrágio presidencial de há 15 dias.

As filas, com mais de uma hora de espera, que desafiaram a paciência dos sócios para exercerem o direito de voto, simplesmente não aconteceram desta vez em Famalicão, com o processo a demorar apenas alguns minutos, sem registo de incidentes, mesmo com uma maior afluência em comparação com o ato prévio.

"A principal razão é que se duplicou o número de urnas. Na primeira volta tivemos apenas duas, mas desta vez foram quatro. Todo o processo foi melhorado e isso traduziu-se em rapidez, comodidade e eficácia", disse, ao JN, João Costa, um dos responsáveis por este polo benfiquista em Famalicão.

A 25 de outubro votaram mais de 700 sócios nesta secção, uma das maiores afluências na região do Minho, e a perspetiva era que essa marca fosse superada até ao fecho das urnas, até porque, até ao início da tarde, mais de metade desse registo já tinha sido atingido.

"Foi importante terem sido reforçadas as condições logísticas para proteger os associados. O Benfica trabalhou muito bem nisso, corrigindo pequenos erros que aconteceram há 15 dias", acrescentou João Costa. O associado mencionou também um fator decisivo para a maior adesão que se verificou nas primeiras horas. "Não choveu. Tivemos um dia de sol, convidativo para que as pessoas aderissem com mais calma", completou.


Isso mesmo verificou o JN no tempo em que esteve na Casa do Benfica de Famalicão, onde os sócios saíam da votação bastante agradados. "O facto de não ter de esperar uma hora, à chuva, e ter sido tudo mais rápido dá orgulho em ser benfiquista", disse à nossa reportagem um sócio que não quis ser identificado.

Já Maria Coutinho, mesmo tendo prioridade no acesso às urnas, por ter mais de 70 anos, confessou-se "admirada pela facilidade do processo de votação" em relação à primeira volta das eleições do Benfica. "Acredito que, depois de hoje, o clube terá a serenidade que precisa para continuar a crescer e longe de algumas confusões", reforçou a associada.

José Pedro Gomes