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Mais 500 soldados da Guarda Nacional enviados para Washington após tiroteio

Dois membros da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental foram hoje baleados a poucos quarteirões da Casa Branca Foto: Will Oliver/EPA

O Governo de Donald Trump ordenou esta quarta-feira o envio de mais 500 membros da Guarda Nacional para Washington após o tiroteio contra tropas dessa força militar, anunciou o secretário de Defesa, Pete Hegseth.

Hegseth, em visita à República Dominicana, afirmou que o presidente norte-americano, Donald Trump, lhe pediu para enviar membros adicionais da Guarda Nacional para a capital do país.

De acordo com a última atualização do Governo, atualmente há 2188 soldados designados para a força de trabalho que opera na cidade.

Dois membros da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental, que haviam sido enviados para a capital do país, foram hoje baleados a poucos quarteirões da Casa Branca e estão em estado crítico, segundo o diretor do FBI, Kash Patel.

A autarca de Washington, Muriel Bowser, afirmou que os guardas foram vítimas de um "ataque direcionado".

Inicialmente, o governador da Virgínia Ocidental, Patrick Morrisey, afirmou nas redes sociais que os soldados haviam morrido, mas depois recuou na declaração, dizendo que o seu gabinete "recebeu informações contraditórias" sobre o estado de saúde dos mesmos.

O gabinete do governador não esclareceu o motivo para essas informações contraditórias.

Um suspeito que estava sob custódia policial também foi baleado e sofreu ferimentos que não representavam risco de vida, de acordo com um agente que falou com agência Associated Press sob condição de anonimato.

"Estamos em contacto constante com as autoridades federais enquanto a investigação continua", indicou o governador Patrick Morrisey.

As autoridades estavam a analisar as imagens de vigilância do local e acreditavam que o suspeito aproximou-se dos soldados e puxou de uma arma, relatou outro agente em condição de anonimato.

Pelo menos um dos soldados trocou tiros com o atirador, disse a mesma fonte.

Os investigadores ainda tentam determinar a motivação do atirador, incluindo se o suspeito tinha como alvo as tropas por alguma razão em específico.

O tiroteio ocorreu a aproximadamente dois quarteirões a noroeste da Casa Branca.

Um vídeo partilhado nas redes sociais logo após o incidente mostrava os socorristas a aplicar compressões torácicas a um dos soldados e a atender o outro numa calçada coberta de vidros.

Outros agentes podiam ser vistos a poucos passos de distância, contendo um indivíduo no chão.

A presença da Guarda Nacional na capital do país tem sido um ponto de discórdia há meses, alimentando uma batalha judicial e um debate mais amplo sobre políticas públicas a respeito do uso das Forças Armadas pelo Governo de Trump para combater o que as autoridades descrevem como um problema de criminalidade fora de controlo.

JN/Agências