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Físico do MIT e alegado homicida foram colegas de curso no Instituto Superior Técnico

Nuno Loureiro dirigia um dos maiores laboratórios do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e foi assassinado na segunda-feira Foto: Instituto Superior Técnico

O suspeito e a vítima do homicídio ocorrido esta semana nos Estados Unidos, ambos portugueses, foram colegas de curso no Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa, indicou, esta sexta-feira, a instituição, que foi contactada pelas autoridades americanas.

Nuno Loureiro, 47 anos, que dirigia desde 2024 um dos maiores laboratórios do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), foi baleado em casa na segunda-feira à noite, em Brookline, na Área Metropolitana de Boston, tendo o óbito sido confirmado num hospital local na terça-feira, de acordo com a imprensa norte-americana.

A Polícia suspeita que o autor dos disparos é um outro português, Cláudio Neves Valente, encontrado morto na quinta-feira com um ferimento de bala autoinfligido. Neves Valente é também suspeito de ter matado, no sábado, dois estudantes num tiroteio na Universidade Brown, na cidade de Providence, onde foi também aluno.

Numa curta declaração escrita, o IST refere que Cláudio Neves Valente "foi estudante do Técnico, do curso de licenciatura em Engenharia Física Tecnológica, entre 1995 e 2000", e que Nuno Loureiro "fez o curso no mesmo período".

O IST, bem como o Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear, uma unidade do Técnico onde Nuno Loureiro liderou um grupo de investigação, antes de se juntar ao MIT em 2016, expressam "o mais profundo respeito pela dor dos familiares e amigos" do físico, "não comentando investigações policiais em curso e assuntos do foro da justiça".

À Lusa, o presidente do IST, Rogério Colaço, disse, sem adiantar mais informações, que "o Técnico foi contactado pelas autoridades dos EUA". "É o que podemos dizer", afirmou.

Em fevereiro de 2000, o Técnico rescindiu o contrato que tinha com Cláudio Neves Valente como monitor, conforme consta num despacho publicado em março desse ano no "Diário da República". Foi nesse ano que o português foi estudar para os Estados Unidos.

Foi admitido na Universidade Brown numa pós-graduação em Física em setembro de 2000, tendo estado matriculado entre o outono de 2000 e a primavera de 2001, segundo a presidente da instituição, Christina Paxson, citada pela agência noticiosa AP, que ressalvou que o suspeito não tinha atualmente qualquer afiliação com a universidade.

JN/Agências