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Investigador francês Laurent Vinatier detido em 2024 foi libertado pela Rússia

Investigador francês Laurent Vinatier estava detido na Rússia desde junho de 2024 Foto: Alexander Nemenov/ AFP

O investigador francês Laurent Vinatier, detido na Rússia desde junho de 2024, foi libertado esta quinta-feira no âmbito de uma troca de prisioneiros e regressou a França, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês.

Vinatier chegou a Paris e foi recebido pelo Governo francês na presença dos pais, após a libertação confirmada anteriormente pelas autoridades russas, indicou uma fonte diplomática.

O Serviço Federal de Segurança da Rússia anunciou que a libertação ocorreu em troca do basquetebolista russo Daniil Kasatkin, detido em França desde junho de 2025.

O presidente francês, Emmanuel Macron, reagiu nas redes sociais, manifestando alívio pela libertação do investigador e agradeceu aos diplomatas franceses pelos esforços desenvolvidos no processo.

No final de dezembro, Moscovo tinha anunciado de forma inesperada a apresentação de uma proposta a Paris para uma eventual troca, abrindo caminho às negociações que conduziram à libertação.

Laurent Vinatier, de 49 anos, é especialista no espaço pós-soviético e trabalhava, à data da detenção, para o Centro para o Diálogo Humanitário, uma organização não-governamental suíça envolvida em mediação de conflitos, incluindo dossiês relacionados com a Ucrânia.

Detido em junho de 2024, o investigador foi posteriormente condenado a três anos de prisão por não se ter registado como "agente estrangeiro", alegando desconhecer que tal obrigação se aplicava ao seu caso.

Daniil Kasatkin tinha sido detido em França a pedido do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, por suspeita de envolvimento numa rede de ciberataques e tinha pedido a sua extradição.

Imagens divulgadas pelas agências de notícias russas mostraram Vinatier a sair de um centro de detenção com uma mala, a entrar num veículo e a ser conduzido para um aeroporto, no momento em que o avião que transportava Kasatkin aterrou para concretizar a troca.

À chegada a França, o investigador foi acolhido pelo centro de crise e apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros e deverá ser submetido a um exame médico, de acordo com os procedimentos habituais.

JN/Agências