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Ataques ucranianos deixam mais de 200 mil casas sem energia nas regiões ocupadas pela Rússia

Inverno na Ucrânia marcado por temperaturas negativas Foto: Sergei Supinsky / AFP

Mais de 200 mil casas de zonas do sul da Ucrânia ocupadas pela Rússia ficaram este domingo sem energia, na sequência de ataques de drones ucranianos a redes elétricas, anunciaram as autoridades locais instaladas pelo Kremlin.

Segundo o governador local, Yevgeny Balitsky, milhares de pessoas da região de Zaporíjia estão sem luz nem aquecimento, após um ataque semelhante aos que a Ucrânia tem sofrido nas últimas semanas nas suas infraestruturas energéticas.

Os ataques realizados por Moscovo continuaram, aliás, durante a madrugada deste domingo, visando a rede elétrica, numa estratégia a que as autoridades de Kiev dão o nome de "instrumentalização do inverno".

A operação tem sido repetida pela Rússia em todas as estações frias dos quase quatro anos de guerra, com o objetivo de enfraquecer a vontade de resistência dos ucranianos.

Na última semana, avançou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a Rússia lançou mais de 1300 ataques com drones, 1050 bombas aéreas guiadas e 29 mísseis de diversos tipos. "A Ucrânia continua a precisar de mais proteção, principalmente dos mísseis", sublinhou.

Segundo o chefe de Estado da Ucrânia, o país está a recuperar o sistema energético, e, embora isso ainda seja um desafio, está a fazer "todos os possíveis para restabelecer tudo o mais rapidamente possível".

Delegação em Washington

Uma delegação ucraniana chegou no sábado a Washington para conversações sobre uma iniciativa diplomática liderada pelos EUA para pôr fim à guerra.

Na sexta-feira, Zelensky disse que a delegação tentaria finalizar junto das autoridades norte-americanas os documentos para uma proposta de acordo de paz alinhada com garantias de segurança pós-guerra e recuperação económica.

Se as autoridades norte-americanas aprovarem as propostas, os EUA e a Ucrânia poderão assinar os documentos na próxima semana no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, disse Zelensky numa conferência de imprensa realizada em Kiev em conjunto com o seu homólogo checo, Petr Pavel.

A Rússia ainda terá de ser consultada sobre as propostas.

JN/Agências