
Este é o terceiro grande ataque russo contra infraestruturas energéticas de Kiev desde 9 de janeiro
Foto: Roman Pilipey/AFP
Um novo ataque maciço russo contra infraestruturas energéticas ucranianas deixou, esta terça-feira, parte de Kiev sem eletricidade, água e aquecimento, numa altura em que as temperaturas na capital rondam os 12 graus negativos.
Segundo informaram o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klichkó, e o chefe da administração militar da região da capital, Timur Tkachenko, a margem oriental do rio Dniepre - que divide a cidade em duas - foi a mais afetada pelo bombardeamento.
Durante as primeiras horas da madrugada, antes de os responsáveis divulgarem os primeiros balanços, a Força Aérea ucraniana já tinha alertado, através do seu canal no Telegram, que veículos aéreos não tripulados ("drones") e mísseis balísticos se dirigiam para a capital.
Este é o terceiro grande ataque russo contra infraestruturas energéticas de Kiev desde 9 de janeiro, data em que um outro bombardeamento com mísseis e "drones" deixou grande parte da cidade sem luz nem aquecimento durante quase três dias, precisamente no início da vaga de frio que ainda se mantém.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou repetidamente nos últimos dias para a preparação de um novo ataque russo em larga escala contra o sistema energético da Ucrânia, com o objetivo de agravar a crise de fornecimento em plena vaga de frio, após os danos causados por bombardeamentos anteriores.
Na semana passada, a Ucrânia recebeu um carregamento significativo de mísseis antiaéreos para reforçar as suas defesas e responder com maior eficácia aos ataques russos.
