António José Seguro revelou ter apreciado o apoio em si manifestado por Marques Mendes, seu adversário na primeira volta das eleições presidenciais.
"Recebi com agrado. Fico feliz por Marques Mendes ter expressado o seu sentido de voto numa candidatura próxima dos seus valores", disse Seguro no final de uma visita, hoje à tarde, às instalações ao centro de engenharia e desenvolvimento CeiiA, em Matosinhos, onde ficou a par de todas as novidades tecnológicas desenvolvidas por cerca de meio milhar de cérebros portugueses direcionadas, sobretudo, à idealização de automóveis, aviões e outros equipamentos de vanguarda.
"Tenho recebido muitos apoios. A minha candidatura é do país e isso corresponde à ambição que tenho de ser o presidente de todos os portugueses", apontou Seguro.
No entanto, não quis adiantar pormenores sobre uma putativa manifestação do género por parte de Gouveia e Melo, que na noite das eleições, no passado dia 18, disse ser "prematuro" endossar apoio a qualquer dos adversários e desde então se tem mantido em silêncio sobre esse e outros temas. "Vivemos num país livre, as pessoas têm direito à sua opinião. O almirante Gouveia e Melo dirá o que entender e eu respeitarei", expressou. E continuou: "A minha candidatura não é partidária, sou independente e assim serei até ao final".
Quanto à deslocação de André Ventura à Suíça e às declarações do seu adversário na segunda volta das eleições o peso da emigração no resultado da ronda que vai decidir o próximo chefe de Estado, António José Seguro desvalorizou. "Os emigrantes têm todos o mesmo peso, não faço diferença".
Também deixou Ventura sem resposta no que diz respeito às críticas sobre a não realização de mais debates entre ambos os adversário. "Só me posso rir. Nunca houve uma eleição presidencial com tantos debates como esta", referiu.