
Luís Marques Mendes ficou em quinto lugar na primeira volta
Foto: Miguel A. Lopes/Lusa
Luís Marques Mendes declarou, esta quinta-feira, apoio a António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, considerando que é uma questão "de coerência" e que "é o único que se aproxima dos valores" que defende. O ex-candidato apoiado pelos partidos do Governo decidiu, afinal, manifestar-se publicamente a favor do ex-líder socialista, segundo tinha confirmado o JN junto da sua direção de campanha.
"O meu voto nesta nova eleição será em António José Seguro. Por uma razão de coerência. É o único candidato que se aproxima dos valores que sempre defendi: defesa da democracia, garantia do espaço da moderação, respeito pelo propósito de representar todos os portugueses", disse, numa declaração que escolheu divulgar através do Expresso.
"No domingo, fiz questão de destrinçar entre a minha posição de candidato e a minha opinião pessoal. Como candidato, entendi não dar qualquer recomendação de voto. O candidato não é dono dos votos em si depositados. Quanto ao meu voto pessoal, indiciei que o referiria mais tarde. É o que faço agora", explicou ainda àquele jornal.
Na noite eleitoral, Marques Mendes anunciou que não iria endossar votos para nenhum dos candidatos, justificando que não é "dono dos votos" dos portugueses que o escolheram no domingo. Marques Mendes obteve 11,30% dos votos, tendo ficado em 5.º lugar na primeira volta das presidenciais, o pior resultado de um candidato apoiado pelo Governo.
Também Luís Montenegro anunciou na noite eleitoral que não iria apoiar nenhum dos candidatos à segunda volta e que o PSD não iria envolver-se na campanha eleitoral, argumentando que o seu espaço político não estava representado. Posição que o líder da AD e primeiro-ministro mantém, recusando tomar partido na ronda final das presidenciais.

