O Tribunal de São João Novo, no Porto, foi evacuado na sequência de um alerta de bomba, pouco antes de começar mais uma sessão do julgamento de sete estivadores de Leixões acusados de receber 40 mil euros para facilitar a entrada de cocaína enviada do Brasil pelo PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo apurou o Jornal de Notícias, pouco antes de começar a sessão dedicada à audição das últimas testemunhas e das alegações finais no julgamento de vários funcionários da infraestrutura portuária, controlados por um dos maiores importadores de droga do Porto que tinha como braço-direito um elemento da máfia brasileira PCC, o tribunal recebeu três telefonemas com ameaça de bomba.
A sessão d manhã tinha início marcado para as 9.30 e não foi iniciada, pois as instalações do tribunal foram evacuadas e foi acionada a Brigada de Minas e Armadilhas da PSP.
A inspeção ao tribunal foi dada por terminada às 12.08 horas, não tendo sido encontrado nenhum engenho explosivo nem qualquer outro objeto suspeito. O tribunal retomou a sua atividade normal pelas 13.30 horas.
Por decisão da juíza-presidente do processo do tráfico de cocaína, a audiência foi retomada, com a audição de uma testemunha. Outras duas notificadas para prestarem depoimento faltaram, desconhecendo-se, pelas 14.45 horas, se haverá lugar a alegações finais.
Uma organização criminosa ligada ao extinto gangue de Valbom e um membro da máfia brasileira pagavam a sete estivadores do Porto de Leixões para o descarregamento de centenas de quilos de cocaína, escondidos em contentores marítimos, vindos da América do Sul. O grupo, de 13 elementos, é acusado de associação criminosa, tráfico, branqueamento e posse de arma.