O popular festival natural das cerejeiras em flor com o Monte Fuji como cenário foi cancelado pela primeira vez devido a queixas dos habitantes locais relativas a abusos de muitos dos turistas que procuram o local.
A autarquia da cidade de Fujiyoshida, no centro do Japão, foi sensível aos apelos e decidiu proibir o acesso aos pontos estratégicos onde dantes, durante duas semanas por ano, se juntavam cerca de 200 mil visitantes para fazerem fotografias do espetáculo proporcionado pela natureza, aliás bastante populares nas redes sociais.
"Por detrás da bela paisagem do Monte Fuji, a tranquilidade da vida dos habitantes locais está ameaçada", explicou Shigeru Horiuchi, presidente da Câmara Municipal de Fujiyoshida, citado pela agência AFP.
Foram descritos casos de engarrafamentos crónicos provocados pelos turistas, de lixo acumulado, de pontas de cigarros atiradas para a via pública, até de invasão de propriedade.
Outras cidades que têm o Monte Fuji como paisagem central tomaram igualmente medidas para combater os excessos, nomeadamente erguendo muros que impedem a realização de fotos, introduzindo taxas de circulação ou limitando os acessos.
Com a desvalorização do iene, a procura turística no Japão tem aumentado e o ano de 2025 foi de recorde na procura, com 42,7 milhões de estrangeiros a visitarem o país.
Os números têm levado a cada vez mais protestos em vários cidades, como aconteceu em Quioto onde os turistas foram acusados pelos habitantes de faltarem ao respeito às tradicionais gueixas.