João Tralhão, treinador adjunto do Benfica, substituiu o castigado José Mourinho na antevisão do duelo da segunda mão do play-off entre Real e Benfica. José Mourinho, Prestianni e as possibilidades na eliminatórias foram alguns dos temas abordados.
João Tralhão começou por definir o jogo como "uma final", disse que a equipa viajou para Madrid "na máxima força" e comentou a ausência de José Mourinho no banco de suplentes.
"Não sei onde estará. Obviamente é um caráter diferente, tendo em conta que o nosso líder José Mourinho não estará no banco. Nós, enquanto staff, preparamos todos os cenários para estar ao nosso nível", referiu, rematando para canto a questão da ausência do técnico encarnado na antevisão, à qual poderia marcar presença apesar da expulsão no último jogo.
"Tens de perguntar ao José Mourinho, não sou eu a responder a essa questão. E preparamos como tudo, somos um staff. Temos o privilégio de ter o José Mourinho como nosso líder", atirou, destacando aquilo que será diferente ou não com esta alteração.
"A primeira coisa que perde é o seu líder, que gostava de estar dentro da área técnica. Não pode por uma situação que não consideramos justa. O que não perde, foi o que disse José Mourinho no passado, relativamente à equipa. Quando falta um jogador estará o outro e dará o máximo. Ele estará connosco e sabemos o que temos de fazer", afirmou.
"Quem vai dirigir a equipa não é o João Tralhão, mas o mesmo que dirigiu nos outros jogos, que é o mister José Mourinho. Eu estou cá para a extensão das ideias do mister. O sentimento é igual. O clube já tomou a sua posição, a UEFA tomou uma decisão, o clube recorreu e temos de preparar todos os cenários", acrescentou.
Com ou sem Prestianni há "uma identidade clara"
João Tralhão, de 45 anos, não abordou o episódio de acusação de racismo envolvendo Prestianni e disse que é indiferente quem jogue na posição. "Independentemente do jogador que estiver no campo, nós temos uma identidade clara. Já provámos que ao longo destes jogos, jogue A ou B, mantemos o mesmo perfil. Amanhã queremos manter a nossa identidade".
Ríos será sempre "muito importante" seja qual for a decisão entre o onze. "Tem uma capacidade ofensiva e defensiva que nos acrescenta. Não posso responder a essa questão porque estaria a dar um trunfo ao treinador do Real Madrid, mas obviamente que estando connosco pode ser uma opção que nos vai acrescentar valor".
O adjunto de José Mourinho comentou ainda a nomeação do árbitro. "O Benfica espera é que seja um jogo justo e respeitam a igualdade de critério que sentimos que na primeira mão foi diferente. Isso é o que esperamos amanhã do árbitro. Provavelmente há jogadores que estarão amanhã no campo que não poderiam estar. O que esperamos amanhã de um grande árbitro é que respeite o gigante Real Madrid, mas também respeite o gigante Benfica".
Por fim, João Tralhão disse estarem conscientes da complexidade, mas lembrou que o Real Madrid "tem algumas fragilidades" e fez um balanço de uma eliminatória que é considerada uma final. "Olhámos para este jogo como se fossem duas metades. Temos 90, mais o que vier a seguir, para disputar este jogo. O nosso plano está claro e não vai fugir à identidade da equipa".