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Secretário-geral da NATO faz visita surpresa à Líbia

O líder da NATO, Anders Fogh Rasmussen, realizou, esta segunda-feira, uma visita surpresa à Líbia, no último dia da missão aérea ocidental, que apoiou a luta contra Kadafi.

Anders Fogh Rasmussen chegou a Tripoli para conversações com a nova liderança líbia, o Conselho Nacional de Transição (CNT), sete meses depois das forças da NATO terem disparado os primeiros mísseis contra as forças que apoiavam o regime do ex-ditador Muammar Kadafi.

O secretário-geral da NATO, citado pela agência noticiosa France Presse, afirmou que espera debater com os representantes do CNT, incluindo o presidente Mustafa Abdel Jalil, o futuro do país.

"Vamos falar sobre as expectativas em relação ao futuro da Líbia e, em particular, sobre o roteiro deles para a transição democrática", afirmou.

O outro grande tema da conversa é a expectativa líbia quanto a um possível apoio futuro da NATO, acrescentou.

A visita do responsável decorre três dias depois dos países aliados na NATO terem confirmado a decisão de terminar a missão na Líbia, declarando que a aliança cumpriu o mandato das Nações Unidas, que visava proteger civis da repressão do regime de Kadhfi.

"Hoje, à meia-noite, a Operação Protector Unificado vai terminar. Mas também dissemos claramente que, se a nova liderança política na Líbia o pedir, a NATO está disponível para os ajudar na transformação para a democracia", afirmou Rasmussen, citado pela France Presse.

O responsável deu como o exemplo a possibilidade da aliança ajudar as novas autoridades líbias a conduzir a reforma do sector da defesa e da segurança no país, mas sem tropas ocidentais no terreno.

"Sem as tropas da NATO no terreno, não prevejo um grande papel para a NATO. Cabe agora às Nações Unidas passarem a liderar a assistência internacional às novas autoridades na Líbia", disse ainda o secretário-geral.

O CNT líbio pediu, na passada semana, a continuação da missão da NATO na Líbia pelo menos "até ao fim do ano", argumentando que apesar da morte de Muammar Kadafi os fiéis do antigo regime continuam a representar uma ameaça ao país.

Redação