Mundo

Mineiros da "Marcha Negra" querem acampar em Madrid

Os mineiros que integram a "Marcha Negra" vão fazer "todos os possíveis" para acamparem, na quarta-feira, frente ao Ministério da Indústria, em Madrid, apesar das proibições anunciadas pelas autoridades.

A "Marcha Negra" contra os cortes de 63% para o setor mineiro durou mais de duas semanas e juntou mineiros das Astúrias, Leão, Aragão, Palência, Castilla La-Mancha e Andaluzia.

Fabian Alvarez, da Federação da Indústria das Comissões Obreiras, que agregam vários sindicatos, disse que a delegada do Governo de Madrid, Cristina Cifuentes, proibiu o acampamento de protesto mas, mesmo assim, os mineiros "vão tentar" acampar porque os manifestantes não são "terroristas" apesar de, afirmou, estarem a ser tratados como tal.

De acordo com Fabian Alvarez, os terroristas são os que põem bombas e matam "mas também são aqueles que estão num gabinete com uma caneta e uma máquina de calcular na mão e que decidem que milhares de pessoas fiquem sem emprego", referindo-se ao ministro da Indústria José Soria.

Esta terça-feira à noite, espera-se uma concentração dos mineiros na praça Puertas del Sol e a passagem pelo Palácio da Moncloa, sede do Executivo, apesar das restrições impostas pelas autoridades.

Na quarta-feira vai ser organizada a manifestação frente ao Ministério da Indústria, que decorrerá durante o debate parlamentar, com a presença do presidente do Executivo, Mariano Rajoy, sobre os cortes de 63% para o setor mineiro.

Redação