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UE condena sentença "desproporcionada" para as Pussy Riot

LUCAS JACKSON/REUTERS

A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, condenou esta sexta-feira a sentença aplicada a três jovens do grupo punk russo Pussy Riot, considerando a decisão da justiça russa "desproporcionada".

O tribunal Khamovnitcheski, em Moscovo, declarou três jovens do grupo punk feminino culpadas do crime de vandalismo, condenando as cantoras a dois anos de prisão.

"Estou profundamente dececionada com o veredicto do tribunal de Khamovnitcheski na Rússia. Esta sentença é desproporcionada", indicou Ashton, num comunicado.

Recordando as denúncias de alegados "maus tratos" e de "irregularidades" durante a detenção e o julgamento das jovens, Ashton afirmou que este caso levanta "sérias questões" sobre o respeito do Estado de direito na Rússia.

Este assunto, sublinhou a Alta Representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros, "é contrário às obrigações internacionais da Rússia em matéria do respeito da liberdade de expressão".

O caso do grupo Pussy Riot junta-se a um recente "ressurgimento de atos de intimidação de caráter político e de perseguição de militantes da oposição" na Rússia, referiu Ashton, salientando que este cenário tem suscitado uma "preocupação crescente" na UE.

"O respeito pelos direitos humanos e pelo Estado de direito é um elemento indispensável para as relações UE-Rússia", acrescentou.

Na mesma nota informativa, Ashton expressou o seu desejo de que a sentença das três jovens seja revista em conformidade com os compromissos internacionais da Rússia.

As três jovens - Nadejda Tolokonnikova, de 22 anos, Ekaterina Samoutsevitch, de 29, e Maria Alekhina, de 24 -, entraram encapuzadas em fevereiro passado na catedral do Cristo Redentor (ortodoxa) em Moscovo e cantaram uma canção de protesto na qual pediam à Virgem para "perseguir" o Presidente russo Vladimir Putin.

As cantoras foram detidas em março e mantidas até hoje sob custódia policial.

Redação