Economia

Mota Soares discorda de algumas sugestões do relatório do FMI

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social considerou hoje que o estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre cortes na despesa em Portugal "não é um documento final" nem "oficial" e discorda de algumas sugestões.

"Estãoa falar de um documento que não é um documento final nem é umdocumento oficial do FMI, por isso mesmo, não foi sujeito a umaavaliação por parte do Governo Português", disse Pedro MotaSoaresaos jornalistas, à margem de uma visita ao concelho de Seia, nodistrito da Guarda.

O aumentodas taxas moderadoras, a dispensa de 50 mil professores e um corte emtodas as pensões são algumas das medidas propostas do FMI numrelatório pedido pelo Governo sobre o corte nas funções do Estado.

Norelatório, divulgado pelo Jornal de Negócios esta quarta-feira, masque tem data de dezembro, o FMI detalha medidas que "poderãoaumentar a eficiência do Estado, reduzindo a sua dimensão de formaa suportar a saída da crise".

O ministroPedro MotaSoaresesclareceu que o documento "tem sugestões, não tem decisões",afirmando que "algumas dessas sugestões partem de pressupostosque estão errados".

Referiuque "um conjunto de outras sugestões", que nãoespecificou, "não tem" a sua "concordância" equando instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre situaçõesconcretas respondeu que não iria falar "de um documento que nãoé um documento final, e nesse sentido não é oficial, e que nãofoi sujeito a uma avaliação" do Governo.

"Nãoé um documento final, nem oficial, não foi sujeito a uma avaliaçãopor parte do Governo Português e, por isso mesmo, eu não vou fazermais nenhum comentário", declarou Pedro MotaSoares,assinando que "não é uma versão que esteja validade"pelo Governo.

Nodocumento, o FMI propõe "um corte permanente na despesa dequatro mil milhões de euros a partir de 2014, que poderá serprecedido de uma redução de 800 milhões já este ano".

Reduçãode funcionários e salários na Educação, Saúde e forças desegurança e cortes no Estado Social, que consideram iníquo,especialmente para os mais jovens, são algumas das áreas a que oFMI dá especial atenção.

Redação