Política

PS "discorda" mas irá respeitar decisão de Cavaco "no plano institucional"

Alberto Martins Álvaro Isidoro / Global Imagens

O PS afirmou que com a decisão do Presidente da República de não convocar eleições antecipadas "vai ficar tudo na mesma" e que "discorda politicamente" da opção de Cavaco Silva embora garanta que a vai "respeitar" no "plano institucional".

Numa declaração ao país, a partir do Porto, em nome da direção nacional do PS, Alberto Martins disse também que a aprovação de uma moção de confiança na Assembleia da República, como anunciou Cavaco que o Governo irá propor, "não substitui" a solução pretendida pelo partido que era a de eleições antecipadas.

O representante do PS nas conversações com o PSD e com o CDS-PP para alcançar uma solução de "salvação nacional", proposta por Cavaco dia 10, apontou ainda que continuar a "insistir" nas políticas prosseguidas pelo atual Governo "é continuar a empobrecer o país" pelo que Portugal "precisa de um novo rumo".

"Não é novidade para os portugueses que o PS discorda politicamente da decisão do Presidente da República mas respeita essa decisão no plano institucional. Com essa decisão vai ficar tudo na mesma", disse Alberto Martins.

Para o PS a "solução" para a "grave crise política aberta pelas demissões" de Vítor Gaspar e de Paulo Portas, "devia ser devolver a palavra aos portugueses com a possibilidade de eleições".

Segundo Alberto Martins, a moção de confiança que Cavaco Silva anunciou que o Governo vai apresentar à Assembleia da República "não substitui" a "legitimidade democrática" advinda do ato eleitoral, do qual, a existir, apontou, sairia um "governo refrescado".

O socialista garantiu ainda que o PS "tem propostas e soluções para os graves problemas nacionais", como tem dado a conhecer.

"Continuaremos a trabalhar para que as nossas propostas sejam aprovadas de modo a garantir financiamento às pequenas e médias empresas, de modo a colocar a economia em crescimento, criar emprego e desse modo equilibrar as contas públicas de forma sustentada", assegurou.

Esta noite numa declaração ao país Cavaco Silva afastou a possibilidade de eleições antecipadas, depois dos três partidos com maior representatividade da AR não terem chegado a um "entendimento" de "salvação nacional", como propôs o presidente.

"Não tendo sido possível a melhor solução, a alternativa é continuar em funções o atual Governo", disse o PR.

Redação