Pedro Passos Coelho confirmou que o governo está a preparar mais cortes e negou que se trata de "uma agenda escondida". Palavras proferidas, esta segunda-feira, na abertura das jornadas parlamentares do PSD, em Viseu. "Não podia ser mais transparente", afirmou. "Toda a gente sabe que está acordada uma meta orçamental de 2,5% do PIB para 2015".
Aproveitando a boleia das declarações do socialista ÓscarGaspar, que na semana passada não quis comprometer o PS com umareposição de salários e pensões, o primeiro ministro desafiou oPartido Socialista a esclarecer as suas contradições.
"Se o PS reconheceu que em 2015 não será possível repor ossalários e as pensões que tiveram de ser restringidos, porque éque insiste em pedir a inconstitucionalidade destas medidas que sãoindispensáveis para o equilíbrio das contas públicas?"
Passos Coelho, que disse desconhecer ainda o valor absoluto doscortes, deixou um outro desafio à oposição. "Os partidos queacham que há uma agenda escondida e que não querem mais cortes,querem mais défice?"
Para o primeiro ministro só há essa duas opções e ele escolhemais cortes para ter menos défice, razão pela qual voltou ainsurgir-se contra a mutualização da dívida. "Há políticosque ainda defendem que a dívida acima de 60% devia ser de todos epara pagar a 60 anos com juros baixinhos. Alguém está à espera queuma decisão dessas possa algum dia ser tomada na Europa?",perguntou.