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Quatro mortos em bombardeamento de hospital em Donetsk

Segundo a Amnistia Internacional, a população de Debaltseve passou de 25 mil para 7 mil pessoas em alguns dias Maxim Shemetov/REUTERS

Quatro pessoas morreram, esta quarta-feira, num bombardeamento de um hospital em Donetsk, feudo dos separatistas pró-russos no leste da Ucrânia, enquanto a União Europeia pediu tréguas imediatas para permitir aos civis fugirem dos combates.

As novas vítimas fazem subir para 12 o total de mortos nas últimas 24 horas, entre os quais oito civis e quatro soldados ucranianos.

As autoridades separatistas de Donetsk disseram que quatro civis morreram no bombardeamento, três no exterior do hospital e um no interior.

Ao mesmo tempo, os separatistas continuam a sua ofensiva em Debaltseve, uma cidade estratégica situada a 50 quilómetros a noroeste de Donetsk, controlada pelo exército ucraniano.

Face à situação que não cessa de piorar, a chefe da diplomacia da UE, Federica Mogherini, apelou hoje para tréguas imediatas.

"Os civis devem poder deixar a zona de conflito em toda a segurança", declarou num comunicado, pedindo tréguas de "pelo menos três dias" à volta de Debaltseve.

Segundo a Amnistia Internacional, a população da cidade passou de 25 mil para 7 mil pessoas em alguns dias.

O presidente do "parlamento" da autoproclamada República Popular de Donetsk, Andrei Pourguine, afirmou que foram assinados documentos sobre um corredor humanitário para permitir a saída dos civis, mas admitiu que a sua concretização não é fácil.

Redação