Sertã

Vento obriga a reforçar meios no fogo da Sertã

Combate às chamas está a ser dificultado pelo vento SERGIO AZENHA/EPA

O combate ao fogo da Sertã, distrito de Castelo Branco, que levou à retirada de 158 pessoas das habitações, está a ser dificultado pelo vento e obrigou a reforçar meios.

"O incêndio está a arder com muita complexidade e muita violência e o combate não está a ser facilitado pelo vento, que está a gerar novos focos de incêndios", afirmou à agência Lusa Patrícia Gaspar, adjunta de operações da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC).

O fogo, que pelas 19 horas estava a ser combatido por 731 operacionais, 234 veículos e 12 meios aéreos, mobilizava 995 homens e 322 veículos às 22.47 horas.

Patrícia Gaspar precisou que o fogo ameaçava localidades e obrigava à retirada de pessoas das suas habitações, sem precisar quais.

O incêndio, que mantém três frentes ativas, deflagrou no domingo na Sertã (distrito de Castelo Branco) e alastrou-se a Mação (Santarém) e Proença-a-Nova (Castelo Branco).

As chamas obrigaram ao corte do IC8, em Proença-a-Nova, à Estrada Nacional EN3 entre as localidades de Arnadas e Perdigão, em Vila Velha de Ródão, e às Estradas Municipais 536, em Cimadas Cimeiras, Proença-a-Nova, 545, entre Alvaiade e Bugios, Vila Velha de Ródão, e 546, em Bugios, Castelo Branco, de acordo com fonte oficial do comando-geral da GNR.

A autoestrada A23 continua cortada entre Perdigão e Vila Velha de Ródão, devido ao incêndio que consome, desde as 17.55 horas, povoamento florestal em Castelo Branco e que mobilizava 307 homens e 99 veículos, pelas 22.47 horas.

Redação