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Sondagem indica fim de maioria independentista no parlamento catalão

Parlamento Regional da Catalunha Albert Gea/REUTERS

Os partidos independentistas atuais não vão ter a maioria necessária para formar Governo na Catalunha nas próximas eleições regionais de 21 de dezembro, segunda primeira sondagem publicada pelo "El Mundo".

Segundo o estudo de opinião, os partidos separatistas que suportavam o executivo regional exonerado teriam 65 deputados (42,5 %) num total de 135 deputados, três menos do que os necessários para governar.

A Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) seria o mais votado, com 26,4% das intenções de voto, o Partido Democrático Europeu Catalão (PDeCAT, direita) de Carles Puigdemont teria 9,8% e a Candidatura de Unidade Popular (CUP, extrema-esquerda) 6,3%.

Os partidos constitucionalistas (não independentistas) somariam 43,4%, sendo o mais votado o Cidadãos (centro) com 19,6%, seguido pelo Partido dos Socialistas da Catalunha (PSC, socialistas agregados ao PSOE) com 15,1 e o Partido Popular (PP, direita) com 8,7%.

O Catalunha Sim Se Pode (CSQP, extrema-esquerda, próxima do Podemos) obteria 11 % dos votos.

Atualmente, o partido de Carles Puidgemont, destituído da presidência da Catalunha pelo governo de Madrid na sexta-feira, é o que tem mais deputados no parlamento catalão.

A empresa responsável pelo estudo realizou mil entrevistas entre 23 e 26 de outubro, antes de o parlamento regional ter aprovado a declaração de independência e de o Governo central aplicar as medidas para repor a legalidade constitucional na Catalunha.

O parlamento regional aprovou na sexta-feira a independência da região, numa votação sem a presença da oposição, que abandonou a assembleia regional e deixou bandeiras espanholas nos lugares que ocupavam.

Ao mesmo tempo, em Madrid, o Senado espanhol deu autorização ao Governo central para aplicar o artigo 155.º da Constituição para restituir a legalidade na região autónoma.

O executivo de Mariano Rajoy anunciou a dissolução do parlamento regional, a realização de eleições em 21 de dezembro e a destituição de todo o Governo catalão, entre outras medidas.

No sábado, o primeiro-ministro encarregou a vice-presidente do Governo central, Soraya Sáenz de Santamaría, de assumir as funções do presidente regional destituído, Carles Puigdemont.

Em resposta, Puigdemont disse não aceitar o afastamento e pediu aos catalães para fazerem uma "oposição democrática", numa declaração oficial gravada previamente e transmitida em direto pelas televisões.

Redação