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Puigdemont renuncia a presidir governo catalão e propõe Jordi Sánchez

Carles Puigdemont Francois Lenoir/Reuters

Carles Puigdemont, presidente da Generalitat, renunciou, de forma "provisória", ao final da tarde desta quinta-feira, presidir o Governo da Catalunha e propondo Jordi Sanchez, número dois da lista, atualmente em prisão preventiva, através de um vídeo nas redes sociais.

O parlamento catalão tinha, esta quinta-feira, aprovado uma resolução em que defendia a "legitimidade" do independentista ex-presidente do governo regional.

A resolução foi aprovada depois de várias semanas de bloqueio político na Catalunha, na sequência da decisão do Tribunal Constitucional de proibir uma nova investidura de Carles Puigdemont, que fugiu para a Bélgica.

Puigdemont pediu ao presidente do Parlamento, Roger Torrent, que começasse prontamente "rondas negociais" para propor Sanchez como o "novo candidato à presidência do governo regional", o que pode aumentar a tensão com o Executivo, uma vez que o Ministro da Justiça, Rafael Catalá, disse terça-feira que era "difícil" pensar no presidente de uma região autónoma "na prisão".

O independentista justifica que a decisão de renunciar, por agora, à investidura -- bloqueada por medidas preventivas impostas pelo Tribunal Constitucional -- se deve a uma única razão: "na situação atual, esta é a única maneira de acordar um novo governo o mais depressa possível".

"Agora Madrid não tem desculpa para continuar com as políticas de ocupação nas nossas instituições, não haverá nenhuma razão para Madrid ignorar a nossa voz, não aceite as nossas decisões ou imponha uma visão colonialista sobre o nosso futuro", sublinhou.

Para o independentista, este passo "vai dar-nos a liberdade de poder continuar no caminho em direção à independência e ao desenvolvimento da República Catalã", reforçando que "nenhuma motivação individual é indispensável para o movimento.

A lista Juntos pela Catalunha de Carles Puigdemont foi a mais votada do bloco independentista nas eleições de 21 de dezembro último que no seu conjunto tem 70 dos 135 deputados regionais eleitos.

Redação