A casa da joaninha surge de um dos lados do palco, num sítio que se adivinha ser uma floresta. O Avô Cantigas passeia-se neste cenário, interpretando uma série de canções que emprestam às histórias tradicionais uma nova imagem. O Capuchinho Vermelho afinal era uma menina birrenta e o Lobo Mau não passa de um pobre bicho apaixonado. E assim está dado o mote para o musical "Canta-me histórias" que hoje, às 15 horas, sobre ao palco do Cinema Mundial, em Lisboa, onde ficará, todos os fins-de-semana, até finais de Março.
Carlos Vidal, aliás o Avô Cantigas, anda nestas lides há 23 anos . O novo espectáculo, pensado para o público jovem a partir dos 4 anos, está estruturado com base no novo CD onde, com palavras de António Avelar Pinho e músicca de Carlos Vidal ,se contam em verso histórias tradicionais. Em palco há mímica, de Sophie Leo e a narração de Rita Lucas. A cenografia e os figurinos são de Patrícia Raposo.
"Era uma vez?" é uma frase mágica que todas as crianças adoram ouvir. Elas sabem muito bem o que vem depois um sem fim de emoções que provocam a imaginação e a fantasia.
"Sempre apetecíveis, as boas histórias ficam para toda a vida. Crescemos com elas à medida que vão conhecendo novas formas de serem contadas", lembra o Avô Cantigas.
O musical a partir de hoje em cena é um exemplo de como é possível apresentar, de forma atraente e divertida, algumas dessas histórias.
"A nossa ideia é de juntar em palco a música, a narração e a mímica, proporcionando às crianças de todas as idades (avós, pais, filhos, educadores?) uma viagem inesquecível"
Carlos Vidal ,que se estreou no "Passeio dos Alegres" na pele de Avô Cantigas ,tem dedicado toda a sua carreira a compor para crianças. Do visual então estreado mantém a cabeleira grisalha, os óculos redondos e as jardineiras. Apenas o velho cachimbo que acompanhava o Avô Cantigas desapareceu da indumentária. Sinal dos tempos de um avõ que se quer comparsa, confidente, cúmplice mas socialmente correcto, a bem de um ambiente mais saudável. O espectáculo pode ser visto todos os fins de semana, sempre às 15 horas.
