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Dois anos e meio fugida no Brasil

Fátima Felgueiras foge para o Brasil, no dia 5 de Maio de 2003, após saber, mesmo antes da decisão ter sido tornada pública, que o Tribunal da relação de Guimarães lhe tinha decretado a prisão preventiva. A 9 de Maio, já com Fátima sob o calor carioca, o seu advogado, Artur Marques, anuncia que vai recorrer da decisão para o Tribunal Constitucional. A 16 do mesmo mês, Francisco Assis, líder da distrital socialista do Porto, é sovado por apoiantes da ex-autarca, quando se dirigia para uma reunião com militantes em Felgueiras. Já no final de Maio, a 28, o ministério da Justiça do Brasil recusa extraditar Fátima Felgueiras para Portugal, uma vez que esta tem dupla nacionalidade. A 11 de Junho Fátima aparece pela primeira vez, numa conferência de imprensa, reiterando a sua inocência. Em Setembro desse ano, o PS Porto expulsa Fátima do partido. A 24 de Janeiro de 2004, o Tribunal Constitucional considera ilegal a suspensão da autarca do exercício das suas funções políticas. Em Abril de 2004, Fátima queixa-se que está com dificuldades financeiras, valendo-lhe o apoio da família. A 29 de Setembro, o advogado da ex-autarca diz que a mesma regressará a Portugal no ano seguinte. Já em 16 de Junho de 2005, começa uma campanha de recolha de assinaturas, em Felgueiras, para uma candidatura independente da ex-autarca à câmara local. Fátima está desde ontem em Portugal.