Um conjunto de 51 fotografias compõe"Metamorfoses", a mais recente exposição de Eduardo Nery que se inaugura hoje no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.
As fotografias são todas elas constituídas por uma metade onde é reconhecível uma máscara africana e uma outra metade onde se percebe a imagem de um rosto "imediatamente remissível ao nosso mediático quotidiano", como refere Jorge Molder, director do Centro de Arte Moderna da Fundação e comissário desta mostra.
"Estas combinações e oposições de universos difinitivamente distantes entre si, engendram poderosas formas, entre a ironia e a estranheza, geradoras de incontáveis sentidos", acrescenta Jorge Molder.
As imagens fotográficas que Eduardo Nery apresenta na Fundação Gulbenkian foram criadas a partir da sua colecção de máscaras africanas.
"Nesta série de 51 fotografias, o artista privilegia as ideias de transformação, deformação, sobreposição e fixação, já que é evidente a utilização de uma técnica de sobreposição de rostos", diz ainda Jorge Molder.
Nascido em 1938, Eduardo Nery tem desenvolvido uma intensa actividade profissional em vários nos domínios de intervenção artística.
Apesar da sua obra abranger um vasto leque de actividades, Nery é mais conhecido pelos trabalhos que tem realizado nos espaços públicos - nos viadutos da Estação do Campo Grande e no painel da Avenida Infante Santo, em Lisboa.
