Terá sido um erro do piloto que provocou a colisão entre uma avioneta e um carro, a 27 de Junho, no Aeródromo Municipal de Espinho, segundo o relatório ao acidente.
Da colisão resultaram dois mortos – o condutor do automóvel e um dia depois faleceu o piloto.
"Houve um erro do piloto que devia ter decidido abortar a aterragem mais cedo. Possivelmente, o piloto planeou que o avião ficasse dentro dos limites da pista, mas a execução não correu bem", disse Anacleto Santos, director do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA), à Agência Lusa, sublinhando que "o piloto era muito pouco experiente".
Na altura, o Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) indicou que a colisão aconteceu para lá dos limites operacionais da pista. No entanto, Anacleto Santos sublinha que o facto do automóvel ter desrespeitado o sinal do Stop também contribuiu para o acidente.
O relatório recomenda a construção de uma barreira que separe a pista da estrada. "Os manuais aeronáuticos internacionais permitem que exista este tipo de promiscuidade, com estradas a atravessar pistas desde que estejam sinalizadas. Mas os profissionais da aviação consideram que isto é muito perigoso", explicou o responsável do GPIAA.
