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Urso de relva destruído em incêndio criminoso

Urso de relva destruído em incêndio criminoso

Oenorme urso gigante, em relva, que era a imagem de referência do Parque Verde do Mondego, em Coimbra, ardeu num incêndio ocorrido durante a última madrugada. Uma situação que, por se tratar de fogo posto, já está a ser investigada pela Directoria de Coimbra da Polícia Judiciária.

Os bombeiros ainda foram chamados ao local, por volta das 4.20 horas, mas nada havia a fazer. "Àquela hora e segundo algumas primeiras informações acho que só pode ter sido vandalismo", admitiu o vereador da Câmara Municipal de Coimbra, João Rebelo. Alguns indícios recolhidos, sabe o JN, fazem admitir que a estrutura terá sido regada com gasolina antes de incendiada.

Embora ainda com uma vida curta na cidade (cerca de cinco anos), aquele urso já tinha sido alvo de variados actos de vandalismo, mas o da última madrugada destruiu aquela estrutura quase na sua totalidade. Segundo João Rebelo, vereador da Câmara Municipal de Coimbra, hoje mesmo decorrerá uma reunião entre a autarquia e a empresa concessionária do parque (onde existem dois bares, um café e um restaurante) para "decidir como será feita a sua recuperação", que neste caso será uma construção praticamente nova. Como nos explicou João Rebelo, o modelo de concessão atribui ao concessionário as competências de manutenção e vigilância do espaço (construído no âmbito do Programa Polis), pelo que apenas após a reunião entre as duas partes serão definidos os passos seguinte.

Será recuperado

Todavia, João Rebelo foi claro ao referir-se ao urso como um "elemento de referência" daquele espaço, pelo que é certo que o "animal" voltará a marcar presença naquele parque da cidade.

O urso foi inicialmente construído com relva natural no âmbito de uma exposição do antigo Museu da Ciência e da Técnica, em Coimbra. Após a exposição, foi oferecido à autarquia que o transferiu para aquela zona junto ao rio.

Os muitos problemas com a relva (quer devido à rega quer à exposição solar), levaram a autarquia a optar por uma relva sintética, mas mesmo assim por várias vezes algumas dessas placas foram arrancadas.

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"As pessoas têm de perceber que estas coisas são de todos", referiu, agastado, João Rebelo, quando confrontado, pelo JN, com outros actos de vandalismo recentes. Foi o caso do presépio junto à Praça 8 de Maio e de alguns elementos no Jardim da Sereia, também ele alvo de uma intervenção recente de recuperação.

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