Câmara dobra subsídios
a cinco bandas de música
Cinco bandas de música do concelho de Paredes assinaram, ontem, com a autarquia local, um protocolo de colaboração em que, cada uma, se compromete a realizar 16 espectáculos gratuitos por ano, em locais a definir pela Câmara Municipal. Como contrapartida, cada associação recebe um subsídio anual de dez mil euros, o dobro da verba até aqui atribuída.
"Pela primeira vez as bandas de música interpretaram a nossa vontade de oferecer actos culturais itinerantes aos paredenses, porque pretendemos fomentar e levar a Cultura a todas as freguesias de Paredes", explicou ao JN o presidente da Câmara de Paredes, Celso Ferreira.
O protocolo foi estabelecido entre a autarquia de Paredes e as associações recreativa e musical de Vilela, musical e cultural de Baltar, Paredes, Cetense (Cete) e a Tuna de Rebordosa.
Celso Ferreira garante que duplicou o subsídio às associações musicais porque "elas assumiram envolver-se no combate ao abandono escolar de jovens do concelho".
Instado a comentar se mantém firme a posição de cortar com subsídios ao futebol, Celso Ferreira respondeu laconicamente "A Câmara de Paredes suporta todos os custos com a formação desportiva de jovens do concelho, até aos 18 anos. Esse é o nosso propósito, e para que os clubes tenham direito a esse subsídio têm de se envolver, também, no combate ao abando escolar".
Sobre o futebol sénior, Celso Ferreira, que cortou com as ajudas camarárias ao futebol sénior profissional ou semiprofissional, admite rever uma ajuda financeira pública a esta modalidade, desde que haja um modelo único de futebol sénior, representativo do concelho. "Se os clubes quiserem sentar-se para abordar essa questão, estarei disponível, mas só nessa condição, porque não estou disponível para dar subsídios a torto e a direito."
"A política de apoio à cultura é importante para a Câmara"
O presidente da Câmara de Paredes, Celso Ferreira, considera fundamental o apoio financeiro camarário
às associações culturais do concelho. "Na perspectiva do município de Paredes, a política de apoio à cultura é muito importante para incrementar o gosto pela arte pela cultura", frisou. Por outro lado, estes apoios financeiros ajudam,
segundo o chefe do Executivo camarário de Paredes, a combater a exclusão social, o abando escolar precoce e a dinamizar novos valores junto das comunidades. Instado a comentar a decisão do homólogo Rui Rio (presidente da Câmara do Porto e companheiro de partido), que decidiu cortar com os subsídios financeiros às associações culturais portuenses, Celso Ferreira optou por recusar comentar a opção política de um colega "Por regra, não comento as decisões de autarcas; como eu não admito que colegas meus comentem as minhas decisões".
