A Câmara de Aveiro indeferiu, ontem, um pedido de viabilidade de construção de um edifício de cinco andares que, a ser aprovado, obrigaria à demolição da sede do Partido Comunista Português, uma vivenda dos anos 30 do século passado, que constitui um marco de referência arquitectónica da principal artéria da cidade, a Avenida Dr. Lourenço Pexinho.
O pedido de viabilidade, apresentado pelo actual proprietário da vivenda, cujos elementos patrimoniais mais importantes são os painéis de azulejos interiores e exteriores, da Fábrica Aleluia, foi indeferido, por unanimidade, com base num parecer da Comissão Concelhia de Património, que se declarou "desfavorável"à substituição do imóvel, considerando o seu valor histórico e patrimonial.
A vivenda, que foi, em tempo, residência da família Aleluia, proprietária da Fábrica Aleluia, onde foram produzidos os painéis de azulejos que embelezam tanto o interior como o exterior da moradia, está arrendada ao Partido Comunista Português, desde 1975. E foi sujeita, recentemente, a obras de conservação, por iniciativa do inquilino, que o senhorio, Gervásio Aleluia Lapa de Oliveira, acabou por custear.
Pista de remo adiada
Na reunião de ontem, na Junta de Freguesia da Vera Cruz, esperava-se que a Câmara pudesse anunciar a adjudicação da construção da pista olímpica de remo de Cacia, conforme a promessa feita, há três meses, por Élio Maia.
O presidente do Executivo explicou que o facto de estar a decorrer o prazo legal de dez dias úteis para os concorrentes apresentarem reclamações, obriga ao adiamento do cumprimento da promessa feita há algum tempo (mas não precisou quanto), enquanto um abaixo-assinado dos moradores voltou a colocar na ordem do dia a prevista - mas sempre adiada - construção de uma avenida, na Rua João de Moura, junto à estação de caminhos de ferro. Os moradores insurgem-se contra o estado de ruína da Pensão Barros e outros edifícios e pelo facto de, há cerca de duas décadas, nem senhorios nem inquilinos poderem fazer obras por causa das indefinições. Ficou marcada para amanhã uma reunião com os moradores , mas Élio Maia já avisou que a Câmara não tem dinheiro para adquirir os edifícios que seria necessário demolir para rasgar a avenida.
