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Dobragem é trabalho que precisa de actores

Dobragem é trabalho que precisa de actores

É uma empresa com 15 anos de existência, que em breve vai dar um salto significativo. "Começamos apenas com dois estúdios. Agora temos quatro e em Março vamos inaugurar aquilo que será o maior estúdio de dobragens em Portugal", explica Jorge Paupério, sócio e dobrador experimentado da Som Norte, sociedade anónima criada há 15 anos, cuja sede está instalada num 7º andar da avenida principal de Vila Nova de Gaia.

Como já foram abolidas as mesas de mistura, tudo se passa em frente a ecrãs os seis técnicos da Som Norte "manobram" a dobragem, com a ajuda de um teclado e do respectivo rato. Os cerca de 40 colaboradores a que a empresa recorre são quase exclusivamente actores. "Sobretudo actores, porque a dobragem implica ter de sincronizar - "meter" lá a voz - e, além disso, interpretar e ter uma boa dicção", afirma Jorge Paupério.

No dia da visita do JN a esta verdadeira "fábrica de dobragem" os estúdios estavam todos a funcionar. A sexta série de "Dawson's Creek", uma aposta das tardes da TVI, era trabalhada com desenvoltura pelo actor Raúl Pereira, uma das vozes da série. As várias páginas de texto sucediam-se. E tanto o dobrador como Ascenção Amaral (a dar uma mão na técnica), se permitiam maior liberdade de criação, a fim de encontrarem o efeito desejado para as cenas que corriam num dos três monitores.

Dois outros monitores substituíam o que antes se chamava mesa de mistura. Com o digital, em que se usa a mistura original do programa, tudo é controlado através de teclado e rato.

No caso de imagem real, como é "Dawson's Creek", o guia da visita à Som Norte esclarece que "se procura mesmo uma voz o mais parecida com a original e que o actor tenha a idade mais aproximada do original, pois aqui se encontra a grande dificuldade para a voz se colar mais ao corpo. O melhor dobrador, tecnicamente, não é muitas vezes o que melhor encaixa. E tem de ser escolhido outro, nem que para isso se perca mais tempo em estúdio".

Numa outra componente do trabalho do estúdio, decorria a gravação em DVD, para uma produtora, de uma série para crianças. Tratava-se de "Tractor Tom", que também tem o seu público na televisão nacional.

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A série infantil japonesa "B-Daman", encomenda da TVI, ocupava o último estúdio. No momento da visita do JN, estava a ser dobrada por Paula Seabra, directamente da versão americana.

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