O Festival de Cinema Africano, com um programa de cinco longas-metragens, duas de co-produção portuguesa, vai mostrar as sensibilidades e temáticas culturais deste continente a partir do próximo dia 31 no Instituto Franco Português, em Lisboa.
A mostra, que se prolonga até 11 de Abril, inicia-se com a exibição de "O Herói", do realizador Zézé Gamboa, um filme de 2004 que já recebeu o prémio de Melhor Filme Estrangeiro do Festival Sundance, no ano passado.
A 3 de Abril é exibido "Dôlé", realizado por Umunga Ivanga, uma co-produção do Gabão e da França que conta as peripécias de um grupo de amigos adolescentes entregues a si próprios em Libreville, capital do Gabão.
"Nha Fala", realizada em 2002 pelo cabo-verdiano Flora Gomes, é exibido no dia seguinte também no auditório do instituto.
Esta co-produção de Portugal, Luxemburgo e França recebeu, no mesmo ano, os prémios Cittá Roma e Lanterna Mágica do Festival de Veneza.
"Nha Fala" é uma comédia musical que conta a história de uma jovem,cuja família está amaldiçoada, e por isso não pode cantar, o que a faz muito infeliz porque, na sua cultura, o canto marca os momentos importantes.
"Viva Laldjérie" uma co-produção francesa e belga é exibida dia 10 de Abril. Este drama realizado por Nadir Mokn?che em 2003 faz o retrato de várias gerações de mulheres numa mesma família que são obrigadas a refugiar-se.
O programa do Festival de Cinema Africano termina com "Le Prix du Pardon", a 11 de Abril, uma longa-metragem de 2001, realizada por Mansour Sora Wade e co-produzida pela França e o Senegal.
Na exibição do primeiro filme do festival, no próximo dia 3, às 19 horas, estará presente o realizador angolano Zézé Gamboa.
