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Aveiro: região quer o Metro - autarca

Aveiro: região quer o Metro - autarca

Aveiro, 09 Mai(Lusa) - O presidente da Câmara de Aveiro, Élio Maia (PSD/CDS), admitiu hoje que o metro de superfície na região implica um avultado investimento público, mas defendeu que "há contas sociais e ambientais a fazer e o QREN para aproveitar".

O autarca, que falava na abertura do seminário "Metro Aveiro", que hoje reúne na antiga Capitania vários especialistas em transportes, reconheceu que ao medir a sustentabilidade do projecto, se exige "sensatez".

"Tem que haver sensatez por causa do avultado investimento público da implementação de um sistema de metro em Aveiro, embora não possam ser esquecidas, ao fazer as contas, as lógicas sociais e os benefícios ambientais", defendeu o autarca.

Élio Maia sustentou que o próprio Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007-2013 "dá particular importância à mobilidade urbana, quer no âmbito do Programa Operacional Valorização do Território, quer no dos Planos Operacionais Regionais".

"Existe mesmo um Regulamento Específico para a Mobilidade Territorial do qual importa tirar partido", disse.

O presidente da Câmara de Aveiro enquadrou o projecto em termos regionais, defendendo que "a política de Mobilidade deve ter leitura numa escala ampla, que tenha um cariz intermunicipal, pois os fluxos populacionais assim o exigem".

"O Governo não se pode alhear do processo", frisou o autarca, para quem "um investimento sério na política de Mobilidade deve ser estruturado em concertação entre os diversos níveis da Administração Pública".

Élio Maia justificou a recuperação do debate[sobre o metro] iniciado em 1997, lembrando que "já na altura, um estudo do professor Nunes da Silva, justificava a implementação, em Aveiro, do metro ligeiro".

O autarca salientou também que o "Estudo de Viabilidade Técnica e Financeira da Implantação de uma Rede de Metropolitano Ligeiro de Superfície/Eléctrico Moderno para a Região de Aveiro", foi desenvolvido por duas entidades com elevado prestígio nacional e internacional: o CESUR do Instituto Superior Técnico e o Instituto de Transportes e Planeamento da Escola Politécnica de Lausanne.

"Lamentamos que o estudo tenha sido colocado de parte [pela anterior câmara socialista] e que se não tivessem aprofundado as opções nele contidas e as suas consequências", frisou.

O autarca admitiu que "é bem verdade que o padrão demográfico de Aveiro e da sua região é diferente daquele de há oito anos".

"É bem verdade que a regulação ambiental é mais exigente do que era. Teremos agora de saber se é verdade que o Metro Ligeiro de Aveiro tem, ou não, mais razões técnicas para ser uma realidade na política de mobilidade regional, ao serviço dos cidadãos de Aveiro", concluiu o autarca.

MSO.

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