Arrancaram, ontem, prolongando-se até finais do mês de Maio, as comemorações do 50º aniversário do navio-hospital "Gil Eannes", embarcação de apoio à frota bacalhoeira construída nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, em 1955.
À abertura de uma mostra de fotografias e documentos vários que dão conta da actividade do navio nos mares da Gronelândia e nos bancos de bacalhau da Terra Nova, seguiu-se, ontem, uma palestra durante a qual três médicos que prestaram serviço no "Gil Eannes" aludiram à qualidade da assistência a bordo. Assim, tanto Barros Pereira como António Trabulo e Abreu Loureiro assinalaram que a embarcação dispunha, na altura, de equipamentos "de topo". De acordo com os clínicos, "a maioria dos hospitais portugueses não possuía, então, a tecnologia instalada a bordo", numa alusão a equipamentos relativos às valências de Anestesiologia, Radiologia e, mesmo, no que ao bloco operatório dizia respeito.
"Tanto pescadores portugueses como estrangeiros foram ali assistidos, e todos sobreviveram", asseguraram.
No tocante a conferências, o programa reserva, para o próximo mês, palestras sobre as experiências vividas na faina do bacalhau, por antigos tripulantes, e, em Maio, uma conferência sobre a construção do "Gil Eannes" e o seu regresso à cidade. Em Junho, o comandante Mário Esteves analisará o dia-a-dia a bordo do antigo navio-hospital. De modo a promover os actos comemorativos e o próprio navio, serão editadas publicações, bem como uma brochura dos serviços actualmente prestados a bordo.
