Nem só com o agravamento da taxa de juro os portugueses perdem poder de compra, este ano. Em Janeiro, entraram em vigor aumentos anuais dos diferentes produtos e serviços e, em vários bens essenciais, os consumidores foram penalizados acima da inflação prevista para este ano (2,3%).
A maior subida registou-se, apesar de tudo, num produto nada essencial. O tabaco aumentou 12,9%, em virtude de uma subida do imposto decretada pelo Governo. A marca mais vendida em Portugal - o SGVentil - aumentou 30 cêntimos. Outro aumento substancial verificou-se no pão, cujos preços subiram cerca de 10%, devido ao agravamento dos custos com combustíveis e electricidade.
O preço da electricidade, de resto, subiu, em média, 5,1%. A maior parte dos consumidores domésticos, utilizadores de Baixa Tensão Normal, passou a pagar mais 1,2% pelo consumo, mas no comércio e serviços, onde o agravamento atingiu os 14,9%, e na indústria, em que ascendeu a 16,3%, os aumentos não deixaram de ter impacto no preços ao consumidor final.
Já as portagens subiram 2,8%. Ir do Porto a Lisboa passou a custar mais 40 cêntimos. Nos combustíveis, a subida de 2,3% do Imposto sobre Produtos Petrolíferos resultou num aumento de 3,7 cêntimos na gasolina e 3,2 cêntimos no gasóleo, no dia 1 de Janeiro.
Os transportes e o Imposto Automóvel (IA) registaram aumentos iguais ao da inflação prevista. No entanto, pode haver mudanças, durante ao ano. Se o preço dos combustíveis aumentar, os transportes ficarão mais caros. No caso do IA, é esperado um segundo aumento, com a nova fórmula de cálculo, esperada para Julho. J.P.M.
