Anteontem, os moradores da Rua D.Frei Lopo Pereira de Lino, em Leça do Balio, Matosinhos, passaram uma noite de pânico, devido, uma vez mais, à fuga dos dois cães de guarda da empresa Alcodi, um pastor alemão e uma cadela rotweiller, que atacaram um outro cão, obrigando os moradores, com medo, a fecharem-se em casa. "Ouvi um cão a ladrar e corri para a janela, quando vi os dois animais da Alcodi a atacar o pequeno. Havia gente a gritar, para tentar que largassem o cão", disse Lídia Mouta, de 48 anos.
Por volta das 23.30 horas, Hugo Amorim, de 30 anos, passeava pela rua com o seu cão, quando, de repente, os animais da Alcodi apareceram "Quando os vi, correram na minha direcção e atacaram o meu cão. Consegui fugir, mas os cães estiveram na rua até de manhã. Ninguém os veio buscar".
Lídia Mouta, prima do queixoso, que vive do outro lado da rua, afirmou "Já não é a primeira vez que esses cães andam aí à solta e já mataram um cão de uma vizinha nossa". Garantiu que, sempre que os cães fogem, "liga" à empresa a fazer queixa, para que retirem os animais das ruas, mas "não querem saber. Tenho medo de estar com a minha filha lá fora", lamentou.
"Apresentei queixa à GNR e disseram-me que não podiam fazer nada, porque era fim-de-semana", disse Hugo Amorim, que, posteriormente, telefonou para os tratadores de animais da empresa, para prenderem os cães, tendo sido informado de que apenas às 7.30 horas é que os poderiam retirar da rua .
A vedação de rede que cerca a Alcodi tem pequenas falhas, que os cães utilizam para passar para o exterior " É bom que alguém faça alguma coisa, isto é inaceitável", disse um dos vizinhos.
Os moradores daquela rua pensam, já, em unir-se contra a presença habitual dos animais. "A ideia é fazer um abaixo-assinado com todos os vizinhos, para ver se esta situação é resolvida de uma vez. Vivemos sempre com medo. Muita gente chega tarde a casa, por causa dos empregos, e já aconteceu que os cães andavam por aí e essas pessoas nem dos carros saíram por medo de serem atacados", afirmou Lídia Mouta.
O cão que sofreu os ataques ainda conseguiu fugir, ficando com várias cicatrizes, provocadas pelas dentadas dos outros cães.
Hugo Amorim voltou a contactar a GNR, que lhe disse que ia tentar resolver a situação.
