O passadiço do Elevador de Santa Justa, encerrado há 13 anos por razões de segurança, reabre amanhã para voltar a assumir a sua função histórica de ligação entre a Rua da Prata e o Largo do Carmo. Nos últimos anos apenas era possível utilizar o elevador para apreciar vista, mas a verdadeira função dos elevadores de Lisboa é fazer o transporte de pessoas, função que será agora retomada pelo equipamento.
A cerimónia que assinala a reabertura vai contar com a presença dos presidentes da Câmara de Lisboa, António Carmona Rodrigues, e da Carris, José Silva Rodrigues.
A interdição do passadiço foi determinada pela autarquia quando se verificou o perigo de ruína de um edifício privado em que assenta a estrutura, agora com uma parte nova, paralela às ruínas do Carmo.
Segundo o secretário-geral da Carris, Luís Vale, a demora da intervenção decorreram de vários factores não dependentes da Carris, nomeadamente a localização numa zona histórica e de ruínas e a propriedade privada do prédio em questão, o edifício Leonel.
"Nos últimos anos o elevador tem sido mais usado por turistas. Agora a expectativa é outra, porque os lisboetas que trabalham naquela zona da cidade podem voltar a utilizá-lo e é muito cómodo", acrescentou.
O Elevador de Santa Justa é um ex-libris da cidade, datando a inauguração de 10 de Julho de 1902. Inicialmente movido a vapor, foi equipado com motores eléctricos em Novembro de 1907 e é o único elevador vertical da cidade. Foi concebido por Raol Mesnier du Ponsard, discípulo de Gustavo Eiffel, cuja influência é visível na concepção do elevador.
