Para tocar concertina, há uma mão que toca e outra que manuseia o fole. "O pior é coordená-las", confessa o presidente do Centro de Convívio e Cultura da Vila de Prado (CCCVP), Manuel Gonçalves, que integra o grupo de sete que frequenta um curso de concertinas, iniciado no final do ano passado.
O instrumento, típico e apreciado no Minho, continua a conquistar aprendizes. Organizado pelo centro cultural, é, durante uma hora "que passa a correr", que os novos tocadores aprendem os mistérios da arte, através dos ensinamentos de um local, Serafim "o Músico". A maioria dos elementos da primeira "turma" não é propriamente jovem, mas tem muita vontade. Constantino Gonçalves, secretário do CCCVP e coordenador do Sindicato dos Metalúrgicos, ri-se. Entrou no curso para experimentar e, pese embora a falta de tempo, diverte-se.
O grupo pode alargar e ter mais horas de aprendizagem. Por enquanto, as aulas são às quartas à noite, na sede da Junta de Freguesia de Prado, mas todos gostariam que o curso passasse a ser duas vezes por semana.
O mais novo do grupo tem seis anos. O instrumento ainda parece conseguir conquistar as novas gerações. "Quando dizem que está em extinção, não acredito. Há muita gente que quer aprender e, por vezes, não tem é onde. As escolas de música regulares não são acessíveis para todos", explica Manuel Gonçalves.
