P or 30 cêntimos pode levar um monumento para casa. Esta é a democraticidade - uma maravilha - proporcionada pelos selos. Os monumentos em causa são os 21 concorrentes às 7 Maravilhas de Portugal que, desde hoje, fazem parte de uma nova série de selos lançada pelos CTT. O resultado gráfico - a cargo da designer Maria João Ribeiro - é curioso e remete-nos para o universo pop art (ver caixa).
Os 21 monumentos retratados são os castelos de Almourol, Guimarães, Marvão e Óbidos; a Fortaleza de Sagres e as Fortificações de Monsaraz; o Convento de Cristo, em Tomar, e o Convento e Basílica de Mafra; a Igreja de São Francisco e a Igreja e Torre dos Clérigos, ambas no Porto; os mosteiros da Batalha, de Alcobaça e de Santa Maria de Belém (Jerónimos); o Paço Ducal de Vila Viçosa; os Paços da Universidade de Coimbra; os palácios nacionais de Queluz, da Pena, em Sintra, e de Mateus, em Vila Real; as ruínas de Conímbriga, o Templo Romano de Évora e a Torre de São Vicente de Belém, em Lisboa.
A obliteração de primeiro dia teve lugar ontem numa cerimónia que contou com a presença da ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, e do vice-presidente dos CTT, Pedro Coelho, a par de responsáveis da organização do concurso.
"Esta emissão filatélica honra os CTT que desta forma fixam em selo a memória de um património de que todos nos orgulhamos". Aproveitando a presença da ministra da Cultura o mesmo responsável lançou um apelo no sentido de que ,sempre que possível, se usem os selos na correspondência saída dos gabinetes dos ministros e dos secretários de Estado. Reconhecendo que "a filatelia e a Cultura sempre estiveram ligadas", e que "o selo é um factor identitário de um país", a ministra respondeu afirmativamente ao desafio lançado, afirmando que "relativamente a esta colecção das 7 Maravilhas o Ministério da Cultura tem a particular obrigação de a pôr a circular".
A emissão inclui ainda 21 bilhetes postais, ao preço de 45 cêntimos.
Recorde-se que para a escolha das Maravilhas Portuguesas, começaram por ser seleccionados 77 monumentos, da lista dos 793 monumentos nacionais classificados pelo Instituto Português do Património Arquitectónico. Um Conselho de Notáveis, de diversos quadrantes, reduziu a lista aos 21 posteriormente postos à votação de todos os portugueses que assim ficam com a responsabilidade de eleger as nossas 7 Maravilhas.
