O Movimento Popular de Libertação de Angola (MP LA) assinala amanhã 50 anos de vida, dos quais 31 passados no poder, onde se mantém desde a independência de Angola, declarada a 11 de Novembro de 1975 por Agostinho Neto.
O MPLA foi fundado a 10 de Dezembro de 1956, agrupando algumas das principais figuras do nacionalismo angolano que se encontravam na altura no exterior do país, especialmente em Portugal.
Dirigido por Agostinho Neto, que veio a ser o primeiro presidente angolano, o MPLA destacou-se na luta armada contra o colonialismo português, que culminou com a proclamação da independência do país, em Novembro de 1975. "O surgimento do MPLA representou uma decisiva viragem na história de resistência contra o poder colonial, pois pela primeira vez se punham de parte os preconceitos tribais, raciais e religiosos para unir todo o povo numa luta comu m pela independência nacional", defendeu recentemente José Eduardo dos Santos, presidente do partido desde Setembro de 1979, altura em que também assumiu a Presidência da República.
Num discurso que proferiu a 1 de Dezembro, na abertura oficial das comemorações do 50.º aniversário, Eduardo dos Santos recordou que a fundação do partido resultou "da fusão de várias organizações políticas de menor dimensão".
Esta visão da história reflecte-se no facto do MPLA reclamar como seus a quase totalidade dos chamados heróis da luta de libertação nacional, desde Ago stinho Neto a Imperial Santana, passando por Paiva Domingos da Silva ou Hoji-ya-Henda.
A 11 de Novembro de 1975 foi Agostinho Neto, na altura presidente do partido, quem proclamou a independência de Angola "perante África e o mundo", assumindo o MPLA o poder a partir dessa data.
