Começou a ser gravada,anteontem, a ficção que tem como título provisório "A bomba". Eunice Munoz interpreta a avó de uma das famílias do núcleo principal
"V ou ser uma avó, que viveu em 1975, de uma das famílias". Palavras da actriz Eunice Muñoz, que foi directamente convidada pelo realizador da nova novela da TVI, André Sequeira, para aquela que considera "muito interessante, porque, afinal, é a primeira novela em Portugal que trata do assunto Revolução de Abril".
As gravações de "A bomba" (título provisório) começaram anteontem. A nova ficção da produtora NBP para a TVI irá substituir a novela "Ninguém como tu", e vai narrar histórias de actualidade, mas com recurso a variados "flashbacks", que a relacionarão com o período do pós-25 de Abril.
Lisboa, Porto e Aveiro, bem como Angola, devido às situações conotadas com retornadas, serão os locais exteriores escolhidos para essa novela. O autor, Tó Zé Martinho, classificou-a, para o JN, como "uma novela particularmente urbana, mas que tem momentos de campo, por exemplo, em África".
"É uma telenovela que será verdadeiramente do agrado das pessoas, já que trata de questões do nosso dia-a-dia", referiu Tó Zé Martinho, que não quis desvendar pormenores.
Salientou, porém, que não tem muito a ver com a campeã de audiências "Ninguém como tu", pelo facto de "o sistema que eu normalmente uso para escrever não ser muito parecido com o do autor dessa novela".
As quezílias que existem entre as duas famílias que protagonizam a acção da ficção vai poder perceber-se através da recuperação do passado, mais propriamente, do que se passou há 30 anos.
Os protagonistas vão estar distribuídos não apenas num só núcleo, mas em vários de actores principais. São já conhecidas as participações especiais de Eunice Muñoz e Lurdes Norberto, às quais se vai juntar uma geração mais nova em que pontificam Margarida Marinho, Fernanda Serrano, Luís Esparteiro ou Pedro Granger.
Segundo a TVI, em meados de Dezembro, começará uma nova produção para substituir a novela "Mundo Meu" e com exibição marcada para Março. A produção nacional prossegue em bom ritmo e, no caso da estação de Queluz, "existe um excesso de programas gravados que não têm espaço na antena, como seja a série "Inspector Max".
João Quaresma
