Aos seus lugares. Estão prontos? Largar. Aí está o tiro de partida português nos Jogos Paralímpicos de Atenas. Hoje, sete atletas (um quarteto feminino na natação e um trio masculino no atletismo) entram em acção na capital grega, para mostrarem o que valem em competição com os melhores do Mundo. Chegar ao pódio é o objectivo comum aos sete magníficos.
De manhã, a nadadora Susana Barroso (classe S3 - distrofia muscular), portadora de quatro medalhas paralímpicas (duas de prata e duas de bronze) nas três edições anteriores, será a primeira a competir (100 metros livres, pista 5, às 9.14 horas locais - menos duas em Portugal) na piscina interior do Centro Aquático, tal como Perpétua Vaza (paralisia cerebral), que parte a seu lado (pista 6), enquanto Maria João Morgado (S5 - paralisia cerebral) nada a mesma prova de qualificação às 9.48 horas, seguindo-se Leila Marques (S9 - amputada) que cumpre o hectómetro da mariposa a partir das 11.07 horas. No espaço de quase duas horas, joga-se a presença portuguesa nas primeiras finais, que se realizam da parte da tarde, a partir das 17 horas.
"Vou ser de novo a primeira a entrar na competição. Se tudo correr tão bem como no estádio é sinal que melhorei o meu tempo, que é o meu primeiro objectivo, e que vou estar na final", garante Susana Barroso, que detém o quarto melhor tempo na distância, que gosta do facto das bancadas estarem perto do atleta.
Um pouco mais ao lado, no estádio onde Carla Sacramento se sagrou campeã mundial dos 1500 metros, há sete anos, o campeão paralímpico da maratona, o invisual Carlos Ferreira, medalha de prata nos 10 000 metros, há quatro anos, em Sydney, surge como grande candidato à obtenção da primeira medalha portuguesa, na dupla légua ateniense (19.35 horas), final em que também participa o estreante Ricardo Vale (guiado por Ricardo Mestre). Antes, o amblíope José Alves - medalha de ouro nos últimos Jogos na estafeta de 4x400 metros -, corre a meia-final dos 200 metros (17.30 horas).
"Vou dar o meu melhor, dar o litro. Tentarei impor o ritmo de entrada", sublinhou o vice-campeão em Sydney, aborrecido por estar há dias a mais fechado. "Viemos cedo de mais", considerou o atleta guiado por Paulo Ramos e que corre para um lugar no pódio, embora considere que o primeiro lugar já tem dono: o queniano Henry Wanoike. Uma opinião partilhada pelo seu treinador, José Santos. "Se superar as marcas pessoais, já será uma vitória", diz, por sua vez, Ricardo Vale, o futuro matemático.
