Chaves, 19 Jul (Lusa) - O Polis de Chaves deverá ficar concluído em 2008, mais de dois anos depois do previsto, com a recuperação das margens do Tâmega que ficarão ligadas com uma nova ponte pedonal, revelou hoje João Baptista, o presidente da autarquia.
O Programa Polis de Chaves foi lançado em Janeiro de 2002, pelo então ministro do Ambiente, José Sócrates, e, por isso mesmo, o social-democrata João Baptista quer que seja o agora primeiro-ministro a inaugurar, no final do próximo ano, as obras Polis nesta cidade.
As previsões iniciais apontavam para que o projecto estivesse concluído em Junho de 2006.
João Baptista disse à agência Lusa que a Sociedade Polis é extinta no final deste ano e que, posteriormente, os projectos em execução serão assumidos pela autarquia.
Com um orçamento inicial de 25 milhões de euros, o Polis de Chaves foi "reajustado" e o investimento desceu para 20 milhões, o que levou a que vários projectos fossem retirados do programa.
João Baptista referiu que alguns desses projectos acabaram por ser concluídos fora do âmbito do Polis e outros, como a construção da ponte pedonal, foram agora recuperados.
O autarca referiu que a construção da ponte pedonal sobre o Tâmega, que atravessa a cidade de Chaves, deverá custar cerca de um milhão de euros, estando a decorrer o concurso público.
A nova travessia, que ficará localizada a 260 metros a jusante da Ponte Romana, vai ser financiada pelo Polis, através Programa Operacional Ambiente, e estabelecerá a ligação entre o Jardim do Tabolado, na margem direita do rio Tâmega, com a futura zona verde marginal da Madalena, na margem esquerda, área poente do Jardim Público.
"Esta obra proporcionará a aproximação dos residentes da margem direita e esquerda da nossa cidade, criando assim mais convívio e dinamizando também o Jardim Público", salientou o autarca.
João Baptista considera mesmo que a obra mais "emblemática" do Polis será a recuperação da zona ribeirinha do Tâmega, que vai ser feita numa extensão de sete quilómetros, 3,5 quilómetros em cada margem do rio, e onde vão ser construídos percursos pedonais e ciclovias.
Já concluída, ou em execução, está a requalificação e revitalização da zona termal do Jardim do Tabolado, o arranjo paisagístico das zonas envolventes dos fortes de São Francisco e São Neutel e, em breve, começarão as obras de construção do Parque Multiusos de Santa Cruz.
Este parque ocupará uma área total de 5,5 hectares e incluirá espaços para a realização da feira semanal de Chaves e para a feira mais emblemática de Chaves, a dos Santos, que se realiza a 01 de Novembro e atrai milhares de pessoas à cidade.
Segundo o autarca, as actuais instalações ocupadas pela Sociedade Polis poderão ser aproveitadas para a instalação de um Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental.
João Baptista referiu que a área de intervenção do Polis, em Chaves, é de 351 hectares, englobando acções espalhadas por seis planos de pormenor.
A cidade de Chaves integrou a segunda fase do programa Polis que nasceu com o objectivo principal de "melhorar a qualidade de vida nas cidades".
Fora do Polis avança a requalificação do largo da Lapa, com a construção de um novo parque de estacionamento, e está também a ser requalificada a antiga Ponte Romana, uma intervenção que implica a retirada de uma conduta de água, o asfaltamento e o alargamento dos passeios.
Chaves, uma cidade com mais de 2.000 anos de história, foi designada em 78 d.C. por Titus Flavius Vespasianus, Aquae Flaviae, a "filha do imperador", que se ergue com as muralhas, cresce com as estradas, homenageia outros imperadores com a construção da ponte dedicada a Trajano e cultiva a fama com os seus balneários termais.
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